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O marketing médico tradicional é como aquele remédio com o qual o corpo já se acostumou

  • Foto do escritor: Danilo Orsi
    Danilo Orsi
  • 13 de jan.
  • 2 min de leitura

Vamos ser honestos.

O marketing médico nas redes sociais entrou numa rotina muito parecida com aquele remédio que a gente já conhece bem. Funciona bem no começo e até resolve parte do problema mas, com o tempo, o corpo se acostuma.

Hoje, grande parte do conteúdo médico nas redes sociais cumpre bem o papel de informar. Explica doenças, tratamentos, exames, medicamentos.

Está tudo certo com isso.


O ponto é que o público já se acostumou com essa “pílula” de conteúdo.

A neurociência chama isso de habituação: quando um estímulo se repete demais, o cérebro simplesmente passa a ignorar (Rankin et al., Neurobiology of Learning and Memory).

Na prática, o conteúdo não é ruim, mas não é mais suficiente para ganhar a atenção das pessoas.

 

Muitos médicos continuam nesse modelo por motivos bem compreensíveis:

  • receio de ultrapassar limites do CRM

  • falta de tempo para pensar estrategicamente

  • ou porque estão seguindo exatamente o que todo mundo faz


No final das contas você está postando um monte mas não constrói valor de marca.


E quando não há valor claro, o paciente cria seus próprios critérios de comparação e escolha: preço, convênio, facilidade de agenda.

 

É aqui que o posicionamento médico entra como tratamento eficaz.


Sem posicionamento, ficam soltas algumas perguntas importantes de serem respondidas:

  • Como quero ser reconhecido como médico?

  • Quem estaria disposto a pagar mais para ser atendido por mim?

  • Por que alguém escolheria a mim e não outro nome da lista de convênios?


Pesquisas em marketing de serviços mostram que, em áreas de alto risco percebido como a medicina, as pessoas decidem muito mais por confiança e segurança do que por informação técnica (Berry & Parasuraman, Journal of the Academy of Marketing Science).


O jeito como o paciente decide mudou

Hoje, o paciente pesquisa, compara, observa, procura sinais de confiança…e só depois decide.

Isso está alinhado com o que a Harvard Business Review descreve como jornada de decisão em serviços complexos: a escolha acontece quando o paciente sente clareza e segurança, não quando recebe mais informação (Consumer Decision Journey).


Por isso, estratégias que vivem apenas dentro do Instagram acabam tratando o sintoma, não a causa.

 

Existe um caminho mais promissor

Em vez de disputar atenção o tempo todo com posts vazios e lidar com a pressão de não querer, mas se sentir obrigado a entrar em todas as trends, alguns médicos já entenderam que o primeiro passo não é postar mais, e sim organizar sua identidade profissional e seu plano de marca.


Entender sua essência, o que defendem, para quem fazem sentido e qual experiência desejam oferecer.


Só depois entram as estratégias de postagens e comunicação, como uma extensão do seu plano de marca.


Curtidas são métricas de vaidade.Construir reputação, confiança e lembrança de marca é inteligência de negócio.


Quando um remédio perde efeito, é porque chegou a hora de repensar o tratamento.

Talvez o marketing médico tradicional nas redes sociais esteja nesse momento.


Não falta conteúdo. Falta intenção. Falta posicionamento médico.


E posicionar não é autopromoção. É ajudar o paciente certo a entender por que você é o profissional certo para ele.

 

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