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Seus pacientes permaneceriam se você deixasse hoje de atender pelo convênio?

  • Foto do escritor: Danilo Orsi
    Danilo Orsi
  • 8 de jan.
  • 2 min de leitura

Faça essa pergunta para você mesmo enquanto está sentado, ouvindo o som do mar, ou no aeroporto esperando o próximo avião, longe da rotina intensa do consultório.Afinal, é janeiro. E enquanto escrevo este texto do meu escritório, muitos médicos estão desfrutando de merecidas férias 😊


Médico de Férias



Esse título não é uma provocação.

É apenas uma reflexão honesta para ajudar a organizar os pensamentos sobre a carreira médica e o posicionamento profissional.


Quando olhados de forma estratégica, os convênios facilitam o acesso dos pacientes, ajudam a preencher a agenda e viabilizam o início de muitos consultórios médicos.

Para quem dedicou anos à formação médica, noites em claro, plantões e renúncias — trocando muitas cervejadas por livros densos — isso faz parte do caminho. E tudo bem.


O ponto de atenção surge quando o convênio deixa de ser o meio de acesso ao médico e passa a ser o motivo principal da escolha do paciente.


Quando o paciente chega apenas pela conveniência, pela cobertura ou pelo encaixe disponível, o vínculo tende a ser mais frágil.

Não por falta de competência clínica, mas porque ainda não houve tempo, clareza ou contexto para que ele perceba quem você é como médico e qual é o seu diferencial profissional.


Esse cenário costuma ficar mais nítido no momento em que muitos médicos decidem fazer a transição para um consultório particular, buscando mais autonomia, reconhecimento e menor dependência dos convênios.


É nesse momento que a autoridade médica é testada.


Vistos com calma e estratégia, os convênios podem ser uma porta de entrada.

Uma oportunidade para construir relacionamento, confiança e percepção de valor.


Eles podem ajudar a pavimentar a estrada para o futuro que você deseja construir em um consultório particular de alto valor, com pacientes que escolhem você intencionalmente.


Então, responda para você mesmo essa pergunta:


Se amanhã você decidir não atender mais pelos convênios,

o que faria seus pacientes continuarem escolhendo você?

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